Salvador em Preto e Branco traz as nuances de distintas paisagens de Salvador com textos de vários autores, que revelam curiosidades e informações pouco conhecidas sobre cada uma delas. Quero contar uma história. Reproduzo fotografias antigas e cartões postais, mas suprimo alguns elementos, acrescento outros, é o meu olhar sobre o lugar , revela Isaías de Carvalho. Por outro lado, quero que a pessoa que veja as minhas imagens evoque o que quiser daquela paisagem .
A obra divide a cidade em 11 categorias, adjetivando suas paisagens. A Paisagem Pioneira, por exemplo, mostra onde tudo começou, com destaque para o Porto da Barra; a Paisagem Construída traz a Igreja da Sé como protagonista, sendo a catedral da diocese e posteriormente da arquidiocese de Salvador; a Paisagem Profana se refere à Cidade Baixa, um lugar de encontros, onde chegavam e saíam as embarcações e marcada pela agitação social, prostituição, presença de bares e botecos; a Paisagem Escondida contempla a região do Dique do Tororó, muito admirada pelo autor, e que teve boa parte da sua área aterrada; já a Paisagem Ausente remete à noite soteropolitana, com ruas ocupadas apenas em grandes eventos populares, como carnaval e festas de largo.