Em Rita, a santa do impossível , Juan Arias usa toda sua experiência profissional - foi correspondente do Vaticano durante 14 anos - para mostrar quem foi, de fato, Rita de Cássia, a santa a quem todos recorriam quando tudo parecia definitivamente perdido. A Rita que ele apresenta é uma mulher justa. Ao contrário da maioria das santas canonizadas que passaram a vida dentro dos muros de um convento, ela desfrutou uma vida comum antes de entrar no Monastério de Maria Madalena - foi noiva, casada, mãe de dois filhos e viúva. Nascida em Úmbria, terra de São Francisco de Assis, a santa cresceu numa família de pacificadores. Junto com seus pais resolvia disputas e tentava dar fim às famosas vendetas. Culta e articulada, desenvolveu um talento nato para compreender as questões da alma e ter o perdão como sentença. Todos eram merecedores dele, inclusive os assassinos de seu marido. Viveu tão próxima dos problemas das pessoas que, ainda em vida, foi considerada santa. O leitor acompanhará a trajetória desta mulher que Arias define como uma semeadora da paz, numa Itália marcada por brigas de sangue e pelo misticismo do século XIII.