Bichos sensíveis, as capivaras ficam sentidas quando percebem que as pessoas não veem graça nenhuma nelas. A capivara poeta resolve sonhar ser pássaro, e se equilibra em pernas de pau para ser alta como um tuiuiú. Chega a capivara acrobata e, interessada, pede para entrar na brincadeira. Quando as duas estão se divertindo, pintadas de rosa e com um galho no nariz, como se fossem colhereiros, chega a capivara pintora e resolve participar também. E assim, sucessivamente, chegam novas capivaras - capivara comilona, capivara nadadora, capivara médica - e todas juntas se fantasiam de diferentes pássaros pantaneiros. Mas quando os urubus, deselegantes, voam em suas cabeças fazendo troça delas; e depois um martim-pescador assassina um peixinho; e ainda um casal de tucanos ataca um ninho para pegar filhotes, uma a uma elas vão se dando conta de que ser capivara é, afinal, o melhor de tudo. Com ilustrações, Florence apresenta os bichos do pantanal e ensina que brincar de faz de conta é legal, mas ser capivara, ou você mesmo, é melhor ainda . Ao final da história, um glossário apresenta explicações sobre a fauna pantaneira.