Em Poeta torto, Tiago Correia abraça as inúmeras possibilidades de existir fora do traçado esperado. Ser torto pode significar amar quem não se espera, carregar no corpo a marca de uma condição rara, escrever quando o mundo exige silêncio ou simplesmente escolher um caminho diferente. Em vez de buscar semelhanças ou referências, o poeta faz de seus desvios um território próprio, afirmando pela palavra uma maneira singular de estar no mundo. Nos poemas aqui reunidos, a poesia se torna espaço de liberdade e de afirmação do que há de mais autêntico e contraditório no sujeito. Entre imperfeições, fragmentos e diferenças, o livro celebra não apenas o trabalho com a linguagem, mas a própria identidade daquele que escreve: Tiago, o poeta — o poeta torto.