Coberta por um permafrost — é assim que se enxerga a narradora deste livro, uma mulher cínica e com tendências suicidas, interessada apenas em arte e sexo. Obrigada a conviver com a mãe controladora e a irmã irritantemente otimista, ela mantém sua proteção ao mundo numa camada de gelo que ora derrete, ora racha, mas que em geral se mantém dura e fria. Com a linguagem concisa e poética característica de Eva Baltasar, temos aqui uma narrativa que nos faz pensar sobre amadurecimento, liberdade feminina, laços familiares e solidão.
“Um uivo de lobo contra vidas heteronormativas de estafa, sexo ruim e gravidez.” — THE GUARDIAN
“A narradora de Permafrost está sempre buscando um lar à margem de uma vida convencional.” — JULIA SANCHES
“Aqui, força da contingência assume a imagem ameaçadora do degelo, como o click de uma rachadura em superfície glacial, formalizada pela linguagem sensual e precisa, tão contida quanto lírica, que já é marca registrada do talento da autora catalã.” — TAMLYN GHANNAM