Era um pezinho de arruda nascido lá no canteiro. Não foi ninguém que plantou... Dona Zi sentiu o cheiro: br / - Mas, olha só, que beleza! Vou usar como tempero! br / Justo naquele momento ia passando um rapaz que depressa aproveitou e, provando ser capaz, mal Dona Zi se virou, pegou o pezinho e zás! br / Como nós todos sabemos, arruda é uma planta forte. Para quem vive azarado, e até com medo da morte, basta arrumar um raminho. Qualquer azar vira sorte! br / br / A superstição segundo a qual a arruda traz benefícios espirituais e protege quem usa, espanta o mal e traz boa sorte é bastante forte e presente em nosso dia a dia. Partindo daí, Bel Azevedo criou uma aventurosa e terna história para um singelo raminho de arruda, que passa por muitas mãos e acontecimentos, sempre levando fé e esperança. br / br / O texto narrativo, metrificado e rimado é fluente, divertido, gostoso de ler. Um posfácio sobre os poderes da arruda informa e aprofunda a leitura. br / br / As ilustrações de Luis Matuto, do Estúdio Arado, ampliam e enriquecem o clima bem brasileiro do texto, com personagens típicas de nosso povo, apresentadas em traços e cores que mesclam nostalgia e contemporaneidade. A partir de sua pesquisa, o artista capta a essência da cultura gráfica popular para criar imagens que, além de belas, também estabelecem uma conexão emocional imediata com os leitores. br / br / Belo exemplo de um dos muitos aspectos de nossa rica cultura popular!