Patrícia, a irmã aventureira que vai morar na Europa decidida a desbravar o mundo, um dia volta para casa, no México, transformada em Aisha, uma mulher casada, convertida ao islamismo, temente ao marido rígido e disposta a apagar completamente o seu passado. Este é o ponto de partida deste livro de Aisha, que é também o livro de Patrícia, ou ainda o livro de Sylvia — que, dedicada a entender a mudança da irmã, acaba mergulhada em si mesma. Uma investigação profundamente pessoal sobre a ausência, a transformação da memória e a perplexidade diante de lacunas que parecem incompletáveis.
“Isto não é uma biografia.
Isto não é um romance.
Isto não é um perfil.
Isto não é uma memória.
Isto não é uma crônica.
Isto não é uma investigação.
Isto não é um acerto de contas.
Isto não é uma tentativa de compreender.
Mas isto é tudo isso ao mesmo tempo.
Isto, como se não bastasse, não é sobre minha irmã, é sobre mim.”
TRECHO
“O livro de Aisha não se constrói sobre certezas, e por isso ele reverbera no íntimo de quem lê, como o eco de um nome que não se consegue lembrar, mas é impossível esquecer.” — JULIA DANTAS
“Toda escrita é uma busca, mas apenas algumas são uma descoberta. É o caso de O livro de Aisha, obra dotada de beleza, inteligência e profunda humanidade.” — GABRIELA CABEZÓN CÁMARA