O tema escolhido neste livro não é trivial: simplesmente a encrenca em que o Brasil se meteu nos últimos tempos, que desaguou na eleição de um presidente avesso à democracia e na devastação do debate público, transformando adversários em inimigos e a arena de ideias num ringue de mentecaptos. O autor identifica duas fraturas na identidade brasileira: uma na cultura popular e outra na democracia. Esses dois pilares da autoimagem nacional foram rachados nos últimos tempos, deixando um rastro de ressentimento e violência. O diagnóstico é trágico, mas decisivo para restaurar a possibilidade do debate.