O diabo está a rondar a casa. E pelas mãos de Gonçalo M. Tavares, ele vem se juntar ao universo literário das Mitologias ao lado de personagens como os Doze-Apóstolos-de-Bicicleta, os Nómadas, os Meninos, o Homem-Que-Quando-Fala-Não-se-Entende-Nada e o Povo-Armazenado. Neste espaço imaginário de possibilidades infinitas, a verdade científica e sua lógica pouco importam, com narrativas e tipos que só obedecem regras próprias se cruzando e nos conduzindo por uma dimensão de originalidade poucas vezes vista.
“O diabo é um exemplo evidente de como o mal pode gerar boa literatura.” – Observador, Portugal
“Cruzando registro de oralidade com crueza descritiva, O diabo coloca o mal em cena e procura dissecá-lo, encontrando-lhe partes e contrapartes no quotidiano de um conjunto de personagens intemporais e, ainda assim, assustadoramente próximas dos dias que vivemos.” – Revista da Fundação José Saramago
“Gonçalo M. Tavares é um escritor diferente de tudo o que lemos até hoje. Ele tem o dom – como Flann O’Brien, Kafka ou Beckett – de mostrar a forma como a lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão.” – The New Yorker
“O tom de fábula ou mito nos faz ver ou pensar que essa história poderia ser em grande medida a história do espanto, um conto de horror diabólico, não fosse ela cotidiana, de todas as manhãs.” – Reginaldo Pujol Filho