Escrito numa das muitas passagens do autor pelas prisões francesas, este livro nasceu das memórias pessoais e obsessões íntimas de Jean Genet. Fruto de uma necessidade incontrolável de evasão e subversão eróticas, a publicação não se contenta em reproduzir um mundo: tem a ambição de criá-lo. O narrador alterna elementos autobiográficos com impulsos líricos, reflexões sobre a vocação artística com explosões avassaladoras de vitalidade erótica. Tudo isso torna o romance de Genet cada vez mais contemporâneo, dialogando com a produção de Édouard Louis, Paul B. Preciado e Annie Ernaux.