“Sem essa perda, não teria escrito os livros
que escrevi. Este pequeno livro é a base
de tudo o que viria depois.”
José Luís Peixoto
Edição com posfácios de Ana Claudia Quintana Arantes e Reginaldo Pujol Filho
Morreste-me, livro que revelou o escritor português José Luís Peixoto, é o relato comovente da morte de um pai, uma carta aberta sobre o luto — e, ao mesmo tempo, uma homenagem poderosa, uma memória redentora. Agora, 25 anos depois de sua publicação original e uma década após o seu lançamento no Brasil, esta obra-prima ganha edição especial comemorativa, com contextualização da sua importância, para celebrar sua consolidação no cânone da literatura contemporânea.
“Peixoto enfrenta a perda do pai a partir da ausência revelada em pequenos detalhes. Em Morreste-me, o autor nos oferece um texto poético e profundamente sensível, que celebra a memória daqueles que nos marcam. É a certeza do não esquecimento. Uma das leituras da minha vida.”
Pedro Pacífico
“Morreste-me é um pequeno objeto precioso, um relógio, uma bússola, um sol. Feito de minúsculas peças do material mais pesado, no entanto é leve; brilha, mas diz o escuro, por isso conseguimos olhá-lo de frente – ao livro, ao luto, ao pai. José Luís Peixoto compõe aqui das maiores provas de que dor e beleza também dão as mãos.”
Natalia Timerman
“Há livros que pesam com este tema. Outros cortam. Morreste-me — esse não se deixa segurar: ele paira.”
Ana Claudia Quintana Arantes
“Em Morreste-me, José Luís Peixoto radicaliza a experiência literária do luto. O que seria apenas confissão íntima converte-se em texto depurado, de rara força poética, onde a morte se ergue como matéria estética e universal.”
Rogério Pereira, Jornal Rascunho
“Descobrir Morreste-me não foi exatamente fácil: a beleza avassaladora de cada palavra se misturando ao susto que sempre é lidar com a morte. Eu sabia que esse livro me acompanharia por muito tempo, eu sabia que a gente se encontraria outras tantas vezes. Hoje, mais de vinte anos depois, eu ainda não me esqueci da sensação que foi descobrir Morreste-me — e o pedaço dele tatuado no meu corpo me lembra disso todos os dias.”
Marcela Dantés