p strong Nessas crônicas escritas já na maturidade, Drummond lança seu olhar para o Rio de Janeiro e seus personagens. /strong /p p Carlos Drummond de Andrade inaugura este volume contemplando uma moça esparramada na grama: Eu vi e achei lindo. Fiquei repetindo para meu deleite pessoal: Moça deitada na grama. Moça deitada na grama. Deitada na grama. Na grama . Pois o espetáculo me embevecia. Não é qualquer coisa que me embevece, a esta altura da vida . Essa e outras situações irrompem nas crônicas de Drummond para provar que a realidade também é feita de lirismo e vice-versa. br / Derradeiro livro entregue à editora, em 1987, em Moça deitada na grama /em é uma seleção das últimas crônicas escritas pelo poeta, que por décadas colaborou para os jornais mais relevantes do país. O insólito e o lírico são faces de uma mesma moeda nestes textos que descrevem o Rio de Janeiro e seus moradores, em situações cômicas e despretensiosas, com boas doses de filosofia. /p p Posfácio de Carola Saavedra. /p