Exausta de ter de ser uma supermãe para o filho, uma superamante para o marido e ainda uma superfuncionária para o chefe, Thandi enfim se assume uma madame da nova elite negra sul-africana e decide contratar uma empregada. Mas não será uma qualquer: para chocar suas vizinhas do condomínio de luxo, será uma empregada branca. Tal ato trivial desencadeia uma série de eventos que põem em questão o que é ser mulher e o que é ser negra em uma sociedade que afirma (ou finge) ter deixado para trás o machismo e o preconceito racial. Estaria eu procurando vingança para os meus ancestrais negros ao embarcar nessa ideia de ter uma empregada branca? Não consigo deixar de sentir um certo júbilo no lado mais sombrio do meu coração, ansiosa por gritar aos brancos de classe média: “finalmente somos iguais, vocês têm uma empregada negra e eu tenho uma branca!”