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“Habeas corpas” reúne poemas que habitam o corpo-mulher, em confronto, em deslocamento, em liberdade. A obra percorre tensões entre normas e vivências: questiona padrões de beleza, atravessa o envelhecer, expõe a criminalização dos corpos dissidentes na lógica capitalista. Ao mesmo tempo, celebra a bissexualidade da autora e reivindica o prazer, o erotismo, a conexão entre corpos, natureza e planeta. Uma poética que é carne, desvio e resistência.