Solidão, violência, drogas. Às vezes a vida parece uma cadeia de desencontros. Num mundo onde a aparência é moeda de troca, parece não sobrar tempo nem espaço para a delicadeza. Neste livro não se nega a força da bala perdida, que pode ser de morte, de dor ou de angústia. Suas poesias, que abordam o amor, a paixão, as pequenas descobertas cotidianas e as desigualdades sociais, também revelam que a arte da palavra é força transformadora capaz de trazer de volta o azul da noite, a paixão e a esperança. A imagem bala perdida surge com diferentes sentidos. Uma hora é a bala perdida da violência urbana que anda solta por aí matando gente. Mas tem também o poema criado feito bala perdida, dores internas machucando feito balas perdidas e, ainda, a visão de que, de certa forma, somos todos feito balas perdidas atiradas no mundo em busca de um rumo e de um significado para nossas vidas.