A concisão da poesia de Carolina Esselin em De soslaio guarda labor e amplidão. Em “Palavra-metade” a escrita avança e recua, para passar bem devagar, como a madrugada que se demora e esconde a palavra da aurora. “Palavra-passagem” chega como a vida, carregando o tempo, quando a frase acaba no escuro. “Palavra-Outra” é o que visita a poeta de mãos dadas com as inquilinas do agora, ancestrais mulheres, abrindo-lhe caminhos. A cada tropeço, um rasgo a cobrir a luz de Terra azul. Vem como ondas, um brinquedo e letras no ar. Letras-labor levando a casa-palavra no corpo como fazem as tartarugas ou abelhas-operárias ao levar a vida, para construir uma. É assim que o labor se projeta em amplidão, sabendo-se forasteira, essa língua da poesia. Terra estrangeira, onde quer que levemos a vida”.
Lucíola Macêdo, doutora em Psicologia, poeta, psicanalista, membro da Associação Mundial de Psicanálise
"Poeta de extrema sensibilidade e habilidade, Carolina nos presenteia com uma delicada e impactante coleção de pequenos e fluidos poemas de alta qualidade. Desfrutemos!"
Jeanine Lino Couto, doutora em Literatura Comparada, professora na Winston-Salem State University