O Sertão, tanto como categoria geográfica quanto socioantropológica, revela-se carregado de novos e velhos sentidos. Afirma-se como um referente regional e se expressa como representação da cultura brasileira. De espaço vazio do imaginário colonial converteu-se no eldorado de ávidos aventureiros na corrida do ouro no século XVIII. Em muitos entrocamentos dos caminhos do sertão, por onde transitava pessoas e mercadorias, surgiram aglomerados populacionais, embriões de futuros núcleos urbanos, formados pela mestiçagem ibérica, africana e nativa. Esse sertanejo, integrado e consciente de seu pertencimento a um sertão específico, tornou-se o estereótipo da resistência social e da coragem no enfrentamento da adversidade naturais. Caminhos do Sertão conduz o leitor para a realidade vivida pelos desbravadores e antepassados, conservada na memória brasileira por narrativas de avós, recordações paternas, clássicos dos Euclides, rosas suassunas...