Quando algo que você esperava não dá certo, você lamenta, mas segue em frente, revendo processos ou aproveitando novas oportunidades criadas pelo problema ? Ou se atormenta pensando no que poderia ter feito para evitá-lo, ficando paralisado, sem saber o que fazer, ou, pior, insistindo em agir da mesma forma e que fatalmente irão levá-lo ao mesmo erro? Em geral, boa parte das pessoas vive o segundo caso. A falta de habilidade em lidar com as expectativas e a tentativa permanente de evitar o risco levam as pessoas a mergulhar no que o rabino Nilton Bonder chama de tsure, termo em iídiche para a aflição gerada pelos infortúnios. Diante desse cenário, o rabino indica que a solução é abraçar o risco e incorporá-lo, para que ele possa ser gerenciado, já que ele não pode nem deve - ser evitado.
É esse conceito que o autor desenvolve em A cabala e a arte da manutenção da carroça Lidando com a lama, o buraco, o revés e a escassez. O lançamento é o primeiro volume de uma série de sete livros inspiracionais sobre comportamento sob a ótica da cabala. Bonder diz que o risco é uma condição comum ao humano, afinal o perigo é uma epiderme que roça a vida . Flertar com o risco mostrou-se um recurso inestimável para nossa civilização , diz o autor.