Uma impressionante viagem através do tempo, revelando a história e a riqueza cultural associada ao ídiche, a língua do dia a dia dos judeus da Europa do Leste e Central, de como ela se desenvolveu gerando grandes obras no teatro e na literatura, de como mediou as grandes controvérsias ideológicas e religiosas das comunidades judaicas do centro e leste europeu, de como atravessou o Atlântico para ajudar a reorganizar a vida dos grupos exilados de suas terras natais até chegar perto da extinção. Língua-resistência, língua-diáspora, língua-passaporte. Língua errante. QUARTA-CAPA O ídiche foi a língua franca falada pelos judeus da Europa do Leste e Central durante séculos até o genocídio perpetrado pelo Holocausto eliminar 90% de seus falantes. Àquela altura, o idioma já não era apenas usado em trocas do dia a dia, mas também ditava outras áreas da cultura, colaborando em uma enorme atividade literária e teatral, disseminada principalmente nas Américas (EUA, Brasil, Argentina). Nessa diáspora, como em qualquer outra, em que a consciência coletiva do imigrante está sempre em vias de desagregação, como ressalta Kafka, o idioma e sua literatura adquirem a função de ser a voz de um povo, uma voz muitas vezes revolucionária. Em Aventuras de uma Língua Errante: Ensaios de Literatura e Teatro Ídiche, J. Guinsburg, um dos maiores estudiosos do ídiche entre nós, recupera essa rica tradição e nos apresenta a história arrebatadora da trajetória do ídiche, de sua formação na Idade MÉDIA