Uma abordagem de Antígona , de Sófocles, que mostra por que Jacques Lacan recorreu à tragédia grega e não à filosofia para estabelecer o campo da ética da psicanálise. Na peça, Antígona decide seguir os costumes e a tradição e sepultar o corpo do irmão morto, apesar da proibição do rei de Tebas. A partir desse mote, Ingrid Vorsatz desenvolve um paralelo entre a decisão solitária da heroína trágica (que sabe que será condenada à morte por sua transgressão) e o desamparo do sujeito, que deve se responsabilizar pelo próprio desejo, inclusive o inconsciente (ainda que o preço seja alto).