Em Âmago, Claudiane Cunha, em versos que atravessam diversas etapas de sua existência, vai no fundo de si buscar inspiração para deitar suas vivências, suas expectativas e suas realidades e, porque também não dizer, suas sonoridades nas redes da poesia.
Cada um dos textos deste livro nos encontra como num abraço, semelhante àquele que ela nos deixa nos versos da página 33: Eu gosto do abraço que aperta, / sem deixar qualquer fresta / no corpo apertado; / gosto da festa que fazem / os corações conectados / pela mesma orquestra de tiquetaquear. / Eu gosto do abraço que abraça gostoso, / que é sempre muito, não sabe ser pouco, / que alcança o mundo e dá o recado, / de que o abraço é remédio barato, / apesar de valoroso .
Deixe-se abraçar por este abraço gostoso que, de lá de seu Âmago, Claudiane estende a você!