ESCRITOR VENCEDOR DO PRÊMIO JOSÉ SARAMAGO
Um escritor é chamado para escrever um livro com as histórias de pacientes de uma clínica oncológica. O que parece uma encomenda comum logo se transforma num diário da experiência do próprio autor, cuja obra mais celebrada é um relato sobre o luto após a perda do pai — vítima dessa doença que todos temem nomear. Já desnorteado com o limite tênue entre memória e invenção, ele se depara com um misterioso professor sueco e, a partir daí, a narrativa toma caminhos inesperados. Hiper-realismo, autobiografia, delírio? Cada página deste romance é como a revelação de uma nova camada, estranha e bela.
“O livro assume a si próprio como a vida antes da vida, antes do tempo, a vida e a doença como escavação da terra ainda sem palavra. Mais uma obra-prima deste autor sempre em trânsito, a sempre olhar o ferimento nos olhos do pai.”
— Andréa del Fuego